40 anos: entrevista com a pesquisadora Fujimura Sisin, fã declarada de Saint Seiya!

📅quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, as 16h17min
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A revista japonesa Champion RED deste mês, que foi lançada hoje, trouxe uma entrevista com a pesquisadora da Grécia Antiga, Fujimura Sisin, fã declarada de Saint Seiya.

Trata-se de uma entrevista especial, que faz parte da 3ª fase do projeto de comemoração do 40º aniversário da série.

Abaixo você confere um resumo desta entrevista, onde destacamos os principais pontos apresentados:

- Fujimura conheceu a série na primavera do seu terceiro ano do ensino médio, através de uma amiga cujo irmão era um fã devoto (que gravava os episódios em VHS, editando os comerciais). Na época (fim dos anos 90), a moda eram animes com temáticas depressivas e "dark", como Neon Genesis Evangelion. Fujimura se surpreendeu com Saint Seiya por ser o oposto: uma obra "quente", positiva e focada na união para superar desafios, sem o pessimismo do "fim do mundo". O que começou com uma pressão da amiga para assistir um episódio por dia virou um vício imediato devido à pureza e intensidade da obra. Posteriormente ela conheceu o mangá.

- Fujimura planejava estudar História do Japão. Porém, fascinada pela mitologia apresentada no anime, decidiu mudar radicalmente para História do Mundo e Grécia Antiga. Ela relatou uma conversa memorável com seu professor. Quando ele avisou que faltava pouco tempo para o vestibular (usando a metáfora de que restavam poucas horas no "Relógio de Fogo"), ela respondeu com a determinação de Seiya: "A flecha dourada já está cravada no peito, minha vida está em jogo". Ela sentiu que Saint Seiya decidiu seu destino.

Na entrevista, ela destacou diversos personagens:

Mu de Áries: Seu favorito. Ela adorou o contraste entre ele ser um "reparador de armaduras" pacífico e, de repente, revelar-se um poderoso Cavaleiro de Ouro.

Shaka de Virgem: Fascínio pela arrogância divina dele ("Sou o mais próximo de Deus") e pela ironia de um personagem ensinar Budismo dentro do Santuário Grego, algo que ela aceitou pela "generosidade" do politeísmo de Atena.

Aiolia de Leão: Destacou a cena no hospital (ataque a Seiya). Ela ama a "lógica Kurumada" onde Aiolia decide testar se Saori é Atena dando um soco nela ("Se for deusa, vai aguentar").

- Fujimura gosta muito da Saga de Hades (Fase Santuário), especificamente o drama da Exclamação de Atena. Ela admira como Mu, geralmente calmo, decide se juntar à luta e "entrar na onda" da violência necessária junto com Aiolia e Milo.

- Saint Seiya funciona como uma "obra derivada" da Mitologia Grega real, mas que ganhou vida própria. A obra deixa lacunas (espaços não explicados) que permitem aos fãs usarem a imaginação, mantendo a lenda viva, assim como os mitos antigos.

- O "Estilo Kurumada" é muito presente. Ela argumenta que a obra não se apoia na lógica, mas na paixão. Golpes como o "Meteoro de Pégaso" funcionam não por explicação científica, mas porque o autor desenha com tanta convicção que o leitor acredita.

- Ela relata que, durante a pandemia de COVID-19, quando teve crises de ansiedade sobre o futuro profissional, ela relia o mangá. A mensagem de que "o importante não é a lógica, é a garra (cosmo)" a ajudou a se reerguer.

- Fujimura comentou, também, sobre a homenagem que recebeu de Suda Tsunagami, no mangá Rerise of Poseidon, com o personagem Sisin, o Pégaso da era mitológica (observação: em todas as traduções estávamos utilizando o nome Xi-Xing, mas partir de agora utilizaremos Sisin). Ela achou incrível, especialmente porque o personagem tem um papel importante (feriu Hades na era mitológica). Ela brincou que, daqui a 1000 anos, historiadores podem confundir se o personagem veio dela ou se o nome dela veio do personagem.

- Ela encerra com profunda gratidão a Masami Kurumada, na qual teve o prazer de conhecer pessoalmente. Reforça que sua carreira e sua essência atual não existiriam sem Saint Seiya. Fujimura acredita que a obra será apreciada por mais 1000 ou 2000 anos, perpetuando a mitologia grega.

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