A revista japonesa Champion RED deste mês, que foi lançada ontem no Japão, trouxe uma entrevista com Yuichi Nakamura (dublador) e Mafia Kajita (escritor e ator), ambos apresentadores do popular canal do YouTube "Washagana TV" e grandes fãs da franquia.
Trata-se de mais uma entrevista especial, que faz parte da 4ª fase do projeto de comemoração do 40º aniversário da série.
Abaixo você confere um resumo desta entrevista, onde destacamos os principais pontos apresentados:
- Nakamura, nascido em 1980, acompanhou o anime e o mangá desde a infância, destacando o ineditismo das armaduras na época. Kajita, mais novo, nascido em 1987, conheceu a série através da versão dublada em chinês quando morava em Xangai, mas só foi ler o mangá original depois dos 30 anos, por recomendação do próprio Nakamura.
- Kajita trouxe uma perspectiva inovadora (e cômica) de que os combates em Saint Seiya funcionam como batalhas por turnos de videogames (como RPGs). Em vez de uma troca fluida de golpes de artes marciais, os personagens disparam seus ataques mais fortes alternadamente, e o verdadeiro drama está na capacidade de resistir ao golpe adversário. Nakamura concorda, notando que são essas poses e posturas de resistência que dão o sabor especial à obra.
- A dupla discute como a série está cheia de elementos bizarros e pequenas incongruências (como garotos de 13 anos em lutas mortais ou roupas com estampas fofas em momentos de tensão). Contudo, é justamente o talento natural de Masami Kurumada em inserir esses detalhes que atrai o leitor e torna a obra tão cativante e imprevisível.
- Nakamura destaca a batalha apaixonante entre Shiryu e Shura (com o Mestre Ancião chorando ao final) e elogia o design impressionante das Armaduras de Ouro, que eram um sonho como brinquedos. Kajita expressa sua preferência por personagens secundários obscuros, como Ichi de Hidra, e acha hilária a dinâmica do Máscara da Morte e do Afrodite de Peixes na Saga de Hades. Em tom de brincadeira, concluem que os Cavaleiros de Ouro seriam péssimos chefes no mundo corporativo moderno, gerando um ambiente de trabalho totalmente tóxico.
- Ambos concordam que Saint Seiya teve um impacto profundo na formação de suas identidades. Para eles, a obra de Kurumada ensina uma autêntica "estética masculina", definindo o ideal do que significa ser um homem forte, gentil, orgulhoso de suas atitudes e inabalável em suas convicções morais.
- A entrevista termina com Nakamura e Kajita expressando sua enorme gratidão e admiração pelo fato de a série continuar viva, gerando novos produtos e empolgando os fãs, mesmo quatro décadas após sua criação.



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